O elevador é muito mais que uma simples caixa de metal suspensa por alguns cabos a dezenas de metros de altura. É muito mais que um transporte pra gordo que não quer subir escada. É muito mais que uma divertida máquina causadora de claustrofobia. É muito mais que uma prisão involuntária que pode durar até 41 horas até que sintam sua falta.
Todas as pessoas, especialmente os tímidos/aspies/prejudicados socialmente, já notaram que os elevadores são palco das situações mais constrangedoras de que se tem notícia. Você acaba sendo forçado a [não] interagir com pessoas desconhecidas, por vezes antipáticas, que podem ou não ser fedidas. E pior: você não pode escapar dessa.
Geralmente há três tipos de pessoas que você pode encontrar em um elevador:
1 - O divertido
Sabe aquele cara que sabe puxar um assunto divertido, faz comentários engraçados e/ou interessantes e te entretém tanto que a viagem passa em um segundo? Geralmente ainda é uma pessoa bonita, bem apessoada e popular. Espécie raríssima, mas espalhada por todos os cantos.
2 - O genérico
Entra no elevador, dá um sorrisinho ao te ver, constrói a tensão pré-conversa e finalmente lasca:
"Que frio, né?"
Apesar de a maioria desses infratores tentar ser simpática, tudo que conseguem é criar uma conversa artificial que vai inevitavelmente acabar caindo no "Nossa, pra dormir, só de moletom!" ou "Nossa, como seu filho cresceu! A gente nem vê o tempo passar, né?".
3 - O que tem medo de ser estuprado
Ele vai entrar no elevador, te encarar rapidamente e correr pra ponta oposta do cubículo, onde encostará a bunda contra a parede e ficará olhando pro chão até chegar no andar desejado. Outra variante é a que entra no elevador, dá um sorriso sem graça e fica o mais próximo possível da porta, pra sair assim que puder.
Claro, há diversas subespécies, como o Story of my life, que vai segurar a porta aberta por tempo indeterminado, com você do lado de fora doido pra ir embora, até que ele termine de contar sobre como sua tia morreu atingida por um raio enquanto lavava louça. Uma variação dessa subespécie é o Get out the door, que segura o elevador por anos e anos, e quando finalmente chega no seu andar, está sozinho lá dentro e sem nenhum motivo aparente que justifique a espera. Há também o Anarchy in the UK, que fica reclamando o tempo todo sobre como o síndico é incompetente e só atrapalha o condomínio.
O elevador é um ótimo local para experimentos sociais. Um dia, hei de criar um reality show, O Cubo. Serão 14 participantes presos em um elevador 3m x 3m por 30 dias ou até que reste apenas um vivo, o que vier primeiro. O bom é que dá pra usar uma câmera só pelo programa todo. Aceito patrocínio desde já, viu?
segunda-feira, 21 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Olá, pessoas.
Será que alguém ainda lembra quem sou eu? Daquele blog tosco chamado Por Trás das Aparências?
Aquilo foi um projeto que idealizei durante férias em Ilhéus. Tive umas três ou quatro ideias de textos legais, anotei os tópicos principais e juntei tudo quando cheguei em casa. Foi divertido, mas logo a falta de assunto dominou. Posts logo escassearam, pessoas reclamaram, a criatividade se foi. Odeio trabalhar sob pressão.
Então, aqui estou. Mais de um ano depois do primeiro blog. Ele, aliás, recebeu mais de 1200 visitas, o que achei muito legal. Incrível como um cara tão sem graça e enjoado como eu ainda conseguiu atrair tanta gente. E foi com saudade dessa sensação de alguém saber que existo que voltei. Espero que esse tempo ausente tenha me ensinado a atrair a atenção da galera.
E, claro, blogs são modinha e até fonte de renda pra uma galera. Não custa tentar.
O nome "Just a Downer" veio de um certo jogo velhão, de Playstation, chamado LSD. Ele é baseado em sonhos totalmente aleatórios, e dependendo do que acontecer, no final ele é classificado, entre outras coisas, em "downer" ou "upper", ou seja, depressivo ou animador. Não precisa dizer qual adjetivo escolhi pra definir meu estilo.
O Por Trás das Aparências foi pro limbo, mas salvei as melhores postagens pra que elas sempre estejam à disposição da galera. Mas podem ter certeza que o estilo vai mudar bastante. Pra pior, é claro.
(Ah, relaxem. Geralmente não sou tão narcisista. Só estou falando muito de mim porque é o maldito post de apresentação, e se você não gostou, pode ir se ferrar. Eu dou permissão.)
P.S.: O design está uma merda completa, eu sei. Se alguém quiser me ajudar com essa parte visual, sinta-se à vontade. Prometo não xingar. Pelo menos não explicitamente.
Aquilo foi um projeto que idealizei durante férias em Ilhéus. Tive umas três ou quatro ideias de textos legais, anotei os tópicos principais e juntei tudo quando cheguei em casa. Foi divertido, mas logo a falta de assunto dominou. Posts logo escassearam, pessoas reclamaram, a criatividade se foi. Odeio trabalhar sob pressão.
Então, aqui estou. Mais de um ano depois do primeiro blog. Ele, aliás, recebeu mais de 1200 visitas, o que achei muito legal. Incrível como um cara tão sem graça e enjoado como eu ainda conseguiu atrair tanta gente. E foi com saudade dessa sensação de alguém saber que existo que voltei. Espero que esse tempo ausente tenha me ensinado a atrair a atenção da galera.
E, claro, blogs são modinha e até fonte de renda pra uma galera. Não custa tentar.
O nome "Just a Downer" veio de um certo jogo velhão, de Playstation, chamado LSD. Ele é baseado em sonhos totalmente aleatórios, e dependendo do que acontecer, no final ele é classificado, entre outras coisas, em "downer" ou "upper", ou seja, depressivo ou animador. Não precisa dizer qual adjetivo escolhi pra definir meu estilo.
O Por Trás das Aparências foi pro limbo, mas salvei as melhores postagens pra que elas sempre estejam à disposição da galera. Mas podem ter certeza que o estilo vai mudar bastante. Pra pior, é claro.
(Ah, relaxem. Geralmente não sou tão narcisista. Só estou falando muito de mim porque é o maldito post de apresentação, e se você não gostou, pode ir se ferrar. Eu dou permissão.)
P.S.: O design está uma merda completa, eu sei. Se alguém quiser me ajudar com essa parte visual, sinta-se à vontade. Prometo não xingar. Pelo menos não explicitamente.
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