segunda-feira, 21 de junho de 2010

O elevador

O elevador é muito mais que uma simples caixa de metal suspensa por alguns cabos a dezenas de metros de altura. É muito mais que um transporte pra gordo que não quer subir escada. É muito mais que uma divertida máquina causadora de claustrofobia. É muito mais que uma prisão involuntária que pode durar até 41 horas até que sintam sua falta.

Todas as pessoas, especialmente os tímidos/aspies/prejudicados socialmente, já notaram que os elevadores são palco das situações mais constrangedoras de que se tem notícia. Você acaba sendo forçado a [não] interagir com pessoas desconhecidas, por vezes antipáticas, que podem ou não ser fedidas. E pior: você não pode escapar dessa.
Geralmente há três tipos de pessoas que você pode encontrar em um elevador:

1 - O divertido
Sabe aquele cara  que sabe puxar um assunto divertido, faz comentários engraçados e/ou interessantes e te entretém tanto que a viagem passa em um segundo? Geralmente ainda é uma pessoa bonita, bem apessoada e popular. Espécie raríssima, mas espalhada por todos os cantos.

2 - O genérico
Entra no elevador, dá um sorrisinho ao te ver, constrói a tensão pré-conversa e finalmente lasca:
"Que frio, né?"
Apesar de a maioria desses infratores tentar ser simpática, tudo que conseguem é criar uma conversa artificial que vai inevitavelmente acabar caindo no "Nossa, pra dormir, só de moletom!" ou "Nossa, como seu filho cresceu! A gente nem vê o tempo passar, né?".

3 - O que tem medo de ser estuprado
Ele vai entrar no elevador, te encarar rapidamente e correr pra ponta oposta do cubículo, onde encostará a bunda contra a parede e ficará olhando pro chão até chegar no andar desejado.  Outra variante é a que entra no elevador, dá um sorriso sem graça e fica o mais próximo possível da porta, pra sair assim que puder.

Claro, há diversas subespécies, como o Story of my life, que vai segurar a porta aberta por tempo indeterminado, com você do lado de fora doido pra ir embora, até que ele termine de contar sobre como sua tia morreu atingida por um raio enquanto lavava louça. Uma variação dessa subespécie é o Get out the door, que segura o elevador por anos e anos, e quando finalmente chega no seu andar, está sozinho lá dentro e sem nenhum motivo aparente que justifique a espera. Há também o Anarchy in the UK, que fica reclamando o tempo todo sobre como o síndico é incompetente e só atrapalha o condomínio.

O elevador é um ótimo local para experimentos sociais. Um dia, hei de criar um reality show, O Cubo. Serão 14 participantes presos em um elevador 3m x 3m por 30 dias ou até que reste apenas um vivo, o que vier primeiro. O bom é que dá pra usar uma câmera só pelo programa todo. Aceito patrocínio desde já, viu?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Olá, pessoas.

Será que alguém ainda lembra quem sou eu? Daquele blog tosco chamado Por Trás das Aparências?

Aquilo foi um projeto que idealizei durante férias em Ilhéus. Tive umas três ou quatro ideias de textos legais, anotei os tópicos principais e juntei tudo quando cheguei em casa. Foi divertido, mas logo a falta de assunto dominou. Posts logo escassearam, pessoas reclamaram, a criatividade se foi. Odeio trabalhar sob pressão.

Então, aqui estou. Mais de um ano depois do primeiro blog. Ele, aliás, recebeu mais de 1200 visitas, o que achei muito legal. Incrível como um cara tão sem graça e enjoado como eu ainda conseguiu atrair tanta gente. E foi com saudade dessa sensação de alguém saber que existo que voltei. Espero que esse tempo ausente tenha me ensinado a atrair a atenção da galera.
E, claro, blogs são modinha e até fonte de renda pra uma galera. Não custa tentar.

O nome "Just a Downer" veio de um certo jogo velhão, de Playstation, chamado LSD. Ele é baseado em sonhos totalmente aleatórios, e dependendo do que acontecer, no final ele é classificado, entre outras coisas, em "downer" ou "upper", ou seja, depressivo ou animador. Não precisa dizer qual adjetivo escolhi pra definir meu estilo.

O Por Trás das Aparências foi pro limbo, mas salvei as melhores postagens pra que elas sempre estejam à disposição da galera. Mas podem ter certeza que o estilo vai mudar bastante. Pra pior, é claro.

(Ah, relaxem. Geralmente não sou tão narcisista. Só estou falando muito de mim porque é o maldito post de apresentação, e se você não gostou, pode ir se ferrar. Eu dou permissão.)

P.S.: O design está uma merda completa, eu sei. Se alguém quiser me ajudar com essa parte visual, sinta-se à vontade. Prometo não xingar. Pelo menos não explicitamente.

sábado, 8 de agosto de 2009

Peixes

Quem mora em cidade grande, média ou pequena e tem como única opção de moradia um apartamento sabe como é difícil ter animais de estimação. O espaço limitado e os vizinhos chatos tornam a criação de bichos muito complicada. Vão-se os gatos e sua necessidade de liberdade, vão-se os cachorros e sua necessidade de espaço (ou não, depende de muitas variáveis. Eles, aliás, receberão um post em breve), vão-se pássaros e sua necessidade de espaço e barulho. Lógico que isso depende muito do animal, do dono e das condições disponíveis, mas o fato é que é difícil ter um animal em um espaço fechado de 150m² ou até menos.
Sempre tive problemas com isso. Eu era uma criança meio fechada e sem muito contato com outras pessoas, ficando enfurnado no quarto a maior parte do tempo. Nem vou perder muito tempo dizendo isso mais uma vez, leia meus posts antigos para entender. De qualquer forma, minha mãe um belo dia achou legal comprar um peixe pequeno, que não fosse difícil de cuidar e pudesse habitar espaços pequenos. Veio meu primeiro peixe betta.
Bettas, pra quem não sabe, são aqueles peixes pequenos multicoloridos que são conhecidos por viverem em aquários ridiculamente pequenos sem filtração nem nada, e pelos machos da espécie serem extremamente agressivos quando confrontam peixes de certas espécies, incluindo sua própria.

Eu tinha seis anos e uma péssima memória. Não duvido que ele tenha vivido menos que uma semana. Algum tempo depois veio o segundo. Ele já durou mais tempo, mas mesmo assim eu lembrava de dar comida pro coitado de vez em nunca. Depois, ganhei de aniversário de um amigo da minha mãe um hiper-aquário com três divisórias e um betta em cada uma! Cadê esse cara hoje? Bem que eu queria uma TV nova...
Alguns meses depois eu resolvi que ter peixes isolados era muito chato e ganhei duas Bettas fêmeas. Bem isso foi o que disse o vendedor. As fêmeas de betta não são agressivas, podendo viver tranquilamente com outras fêmeas, mas não foi isso que vi: uma delas perseguia a outra incessantemente pelo aquário, dias e dias, até que ambas morressem, provavelmente de fatiga. Droga, primeira vez que os peixes morriam e a culpa não era minha. :´(

Muito tempo depois, eu com 15 anos, comprei o primeiro betta em muitos anos, junto de outro pro meu irmão, mesmo que na verdade ambos fossem meus porque eu que acabaria cuidando deles. Surpreendentemente, os dois viveram mais de um ano! O peixe do meu irmão acabou mostrando sinais de hidropisia, uma doença que faz com que os órgãos internos do pobre animal acumulem muita água e ele inche feito um balão. Ele acabou morrendo porque ficou pesado demais pra conseguir subir até a superfície para comer e até respirar¹. O problema é que essa doença tem causas desconhecidas e passa com muita facilidade para outros peixes, e como resultado, o meu acabou ficando do mesmo jeito. Cheguei a gastar cem reais em um remédio que não fez droga nenhuma e ele morreu do mesmo jeito.

Chegando ao final da história, minha mãe comprou mais um betta há duas semanas pro meu irmão. Era um peixe meio feinho, pequeno e amarelo. Só que dessa vez o plano foi diferente: eles devem ter achado que seria legal matar o peixe de uma maneira estúpida, lenta e sofrida, então encheram o fundo do aquário de areia genérica sem marca e comprada em qualquer loja. O coitado morreu em quatro dias, mas esperaram até ele sofrer convulsões intermináveis para me avisar que tinha algo de errado. Dorga.

Bettas são legais, porque são muito fodas, são tiops o Stallone do mundo dos peixes: são pequenos, mas extremamente violentos. Na natureza são meio sem cor para se camuflarem bem, e caçam impiedosamente suas vítimas. São tão competitivos que podem chegar a comer os próprios alevinos machos para diminuir a concorrência. Foda².
Os bettas à venda por aí são peixes geneticamente selecionados para serem grandes e coloridos, ou seja, são máquinas de destruição geneticamente selecionadas. Se alguma espécie vai dominar o mundo depois que os humanos forem extintos, você já sabe um forte candidato.
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Esse é o início de uma série de posts sobre animais. Sim, I'm back... nem que seja por três ou quatro posts. Aguardem!

domingo, 10 de maio de 2009

Vizinhança

Todo mundo tem vizinhos. Duh, isso é óbvio. Não importa se você mora em casa, apartamento, barracão ou seja lá o que for, sempre haverá alguém que mora perto de você.
E os vizinhos são uma espécie estranha, sempre digna de comentários. É estranho, porque são pessoas sobre as quais você sabe a rotina, jeito de falar, hábitos mais comuns, relacionamentos e até coisas que gostam e não gostam, mas ao mesmo tempo você mal as conhece! Quem mora em prédio e tem as famosas janelinhas de banheiro sabe do que estou falando, mas isso é algo observável também em casas geminadas.

Eu tenho três vizinhos: o da esquerda (de porta), o da direita (de banheiro) e o de cima (de elevador), porque moro no primeiro andar e não sei se a casinha do porteiro no térreo pode ser considerada como apartamento. Todos são pessoas extremamente bizonhas, mas é como dizem os mais velhos: de perto, ninguém é normal. Mas bem que vizinhos poderiam ser menos anormais, pelo nosso bem.
Meus vizinhos são a perfeita demonstração dos tipos mais comuns de vizinho. Vamos a eles.

Vizinho da esquerda, de porta: A pessoa que mora à minha esquerda é uma velha chata e incrivelmente gorda, que mora com seu filho de uns 25 anos. Ela é imensamente implicante conosco, algo que simplesmente não suporto. Certa vez, alguém do prédio comprou um filhote de cachorro que ficava latindo e gemendo o dia inteiro, talvez porque não estivesse acostumado com o novo ambiente. Pois a maluca achou que o cachorro era nosso. Sério, inexplicável, visto que os latidos, apesar de incomodarem, claramente vinham de algum apartamento mais distante. Meu peixinho também não fazia tanto barulho, a não ser por ocasionais "blubs" quando ele dava uns pulinhos.
Outra vez, quando reformava o apartamento, o pedreiro dela deu um jeito de arrancar o cabo de antena do nosso apartamento, fato que teve como resultado nós ficarmos sem TV aberta nem a cabo por quase uma semana, visto que ela não fez o menor esforço para consertar aquilo.
O filho dela já é mais legal. Acabou de se formar em Direito, tem índole boa, é engraçado e simpático. Pena que seja apaixonado por seu Jaguar 1985 e todo sábado de manhã fique afundando o pé no acelerador para que o motor "não estrague", fazendo um barulho escandaloso, ainda mais considerando que o estacionamento seja entre dois prédios bem próximos.
Mais um detalhe irritante é que eles devem ser muito populares, porque quase toda noite tem gente visitando os dois. Não teria problema se eles não fossem barulhentos, ficassem até altas horas nem fizessem aquela merda de culto religioso que todo mundo fica gritando e batendo o pé de madrugada. Nada contra rituais religiosos, mas tudo contra rituais religiosos que atrapalhem meu sono.

Vizinho da direita, de banheiro: Os vizinhos à minha direita também são velhos, mas já bem idosos e, espera-se, pacatos. Eles moram com um casal de filhos lá perto de seus 30 anos, o parceiro de um deles (que não sei qual é) e um netinho de uns 5. Algo que devo esclarecer aqui: como são vizinhos de banheiro, quase nunca os vi e apenas escuto coisas, o que torna tudo ainda mais engraçado.
O velho, pelo que deduzi, é muito esquecido, e não só de perder coisas ou algo mais normal. Várias vezes ouço a velha gritando "Fulano, limpou a bunda no banheiro?", ao que ele pode responder tanto "Claro que sim, porra!" ou "Foda-se minha bunda!". Ai, esses velhos de hoje. Pra piorar, algum deles é meio surdo, o que faz com que a maior parte da comunicação naquele apartamento seja por meio de gritos, especialmente audíveis quando você quer estudar ou dormir. Isso também faz com que a TV também seja ridiculamente alta, de modo que eu posso escutar o Domingão do Faustão direitinho quando estou no quarto.
A velhinha já é mais calma. Ela virou tipo uma babá do marido, então parece sempre preocupada e dedicada à tarefa. Ela sim é uma pessoa exemplar.
Os dois filhos são fumantes, e isso já resume bem o principal problema: pra não incomodar os velhos, geralmente eles fumam no banheiro para o cheiro não infestar o local onde eles moram. Aparentemente dá resultado, porque toda a fumaça e fedor vêm para onde eu moro. Certas tardes fica quase insuportável, tamanho o nível de poluição do ar. O filho que é casado ainda costuma brigar com o parceiro no maior volume possível. Repito: não sei se o casado é o homem ou a mulher, com um homem ou uma mulher. Só pelo que escuto fica impossível diferenciar quem está falando.
O garoto é uma criança normal. Dá uns gritos, conversa, toma banho, grita "Mãe, cabei!"...

Vizinho de cima, de elevador: No apartamento de cima, no segundo andar, mora uma família aparentemente normal: o marido, a esposa e a filha de 10 anos. Pena que o homem bata na mulher frequentemente; a mulher seja extremamente antipática, mandona e mal-educada; e a filha seja barulhenta.
Explico: o homem vez ou outra chega bêbado, ou até mesmo sóbrio, mas bate nela na maior parte das vezes que discutem.
A mulher... bem, seilá. Ela é apenas antipática, mandona e mal-educada. Aliás, é normal que ela jogue baldes de água suja pela janela da cozinha, lixo pela janela da sala, e assim vai. Às vezes o vento carrega a sujeira para dentro do meu apartamento, também. E eles instalaram um ar-condicionado recentemente, mas que vaza como eu nunca vi. Sempre que é ligado, ele faz jorrar uma torrente de água que inunda o pátio lá embaixo e ocasionamente minha sala, e parece que eles não ligam.
A filha é barulhenta. Muito. Como a maioria das meninas, ela gosta de se vestir com as roupas da mãe, especialmente os saltos e tamancos, e batê-los com violência no chão pra fazer aquele barulho. Quem mora embaixo deles? Poisé, e isso é, tiops, a tarde inteira. Às vezes, até de noite. Ela ainda é manhosa, grita, berra, xinga e faz o diabo a quatro. E o pai dela ainda reclamava que o meu irmão chorava muito quando era bebê. Há, tomou.

Hmm... té a próxima.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Academia... no inferno.

Certo dia ficou frio. Aquele frio ótimo pra ficar enrolado nos cobertores, comendo algo perigosamente calórico e vendo TV. Ainda mais uma segunda, dia de preguiça, de começo de semana, tempo de pegar no tranco. E foi nesse ritmo lerdo que faltei à academia que frequento.
Qual o problema? Nenhum, aparentemente. O mundo gira, as formigas trabalham, as estrelas realizam reações nucleares e pessoas faltam à academia. Mas essas pessoas não têm o pai que eu tenho. O cara simplesmente surtou, disse que sou um irresponsável e deixaria de pagar a mensalidade. O único jeito de evitar isso seria indo no dia seguinte.

O dia seguinte estava ainda mais frio. E escuro. E chovendo.

Não tenho roupas pra usar na academia em dias frios. Pode chamar de falta de compromisso ou vagabundagem, mas nunca me preocupei em comprar algo próprio para isso. Como resultado, pus minha costumeira bermuda, uma camisa de manga curta normalzinha e um agasalho por cima para tentar disfarçar o frio, mas é claro que falhei miseravelmente e sofri instantaneamente um choque térmico ao receber o vento. Meu fiel guarda-chuva mal conseguia enfrentar as rajadas de ar frio e a chuva que caía sem controle, a lama subia pelas calçadas, galhos eram arrancados de árvores e o céu estava de um cinza ameaçador. Grande.

De algum modo, consegui chegar vivo no meu destino. Claro que estava molhado até os ossos, mas esperava que o esforço logo me fizesse esquecer dos problemas, até mesmo do meu iPod novinho todo molhado. Tá, esse não deu pra esquecer, pelo menos não quebrou nada. O problema é que a academia estava fria pra dedéu e o instrutor ainda havia ligado os ventiladores com aqueles umidificadores. Feladamãe, passar o dia todo malhando é uma coisa, mas chegar e quase congelar é outra.
Sabe, uma das coisas que mais gosto quando vou malhar é sentir cada osso estalando na hora do alongamento. Você se sente motivado, cheio de energia, pronto pra levantar peso. Melhor ainda é nos primeiros exercícios, você estala e estica todo. Fala sério, isso é muito bom. Menos quando se estala além do limite, sendo que o frio te deixa estranhamente rígido e uma dor toma conta de pontos-chave, como panturrilha e pulso.

Salto no tempo. Peso caindo no pé, pequena discussão com um cara da minha altura mas o triplo da largura, chuva ficando cada vez mais forte lá fora, chave do armário perdida.

Depois de achar a chave e conseguir recuperar o celular e guarda-chuva, olho desanimado pela janela e noto a cortina branca de água que bloqueia minha vista. Não, eu não tenho catarata. Abro meu fiel parceiro e saio, pronto pro que der e vier.
CARALH*, FDP! Um carro passa em uma poça e joga água fria, barrenta e provavelmente cheia de leptospirose em cima de mim. Galões e galões de água desabam das nuvens impiedosamente, uma quantidade que só não assustaria o grande herói Leônidas Fontes. A curta caminhada de 500 metros até meu prédio tomou dimensões de um triatlo, como se eu estivesse fazendo a corrida e natação ao mesmo tempo.

Ao passar em frente à portaria, notei que o porteiro mal conseguiu conter o sorriso. Acho que nunca me molhei tanto, nem quando tomo banho ou entro em uma piscina. Fala sério, cheguei em casa em um estado deplorável, com a roupa encharcada totalmente grudada ao corpo, o cabelo chapado de tanta água e poças dentro dos tênis. Meu pai ainda teve a coragem de perguntar como tinha sido, ao que respondi "Tá frio lá fora". Espero que ele tenha entendido a mensagem.

Tudo isso serviu para me ensinar uma lição: Não deixe a preguiça te vencer, faça a coisa certa assim que puder Pode fazer a coisa errada, desde que ninguém fique sabendo.
Espero ter ensinado algo de valor hoje.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Falando sério

Hoje a coisa é um pouco mais sem graça. Acontece que estava escrevendo uma redação pro colégio ("Sustentabilidade: Um dever de todos) e senti uma grande dificuldade em não escrever certas coisas que pensei. Ainda bem que tenho este cantinho pra dizer o que quero. =P

Será que toda essa destruição causada pelo ser humano não seria, no fim das contas, benéfica? Uma espécie extremamente destrutiva começa a aloprar por aí e causar caos no planeta. O planeta sofre com isso, causando desastres naturais que levam a tal espécie à extinção, ou quase isso. Algumas pessoas sobrevivem e reiniciam a espécie humana, dessa vez com uma mentalidade diferente. Uma sociedade que não seja capitalista, que viva como os índios viviam originalmente. Sem reprodução descontrolada, avanço tecnológico exagerado ou destruição do meio ambiente. Vocês sabem que a natureza é perfeita e com certeza se recuperaria dessa peste chata.
Podem me chamar de fatalista, mas acho que a humanidade nunca vai se conscientizar do erro que está cometendo. Tenho certeza mais que absoluta que o aquecimento global não será controlado, as florestas vão sumir, espécies inteiras vão virar purpurina e tudo será destruído. Porém, lembrem-se que a Terra já passou por meteoros gigantescos, eras glaciais intensas e situações muito mais adversas que isso.
Fomos apenas uma experiência ousada que não deu certo. Nada mais justo que nosso criador nos jogar no lixo, seja a natureza, Deus ou quem você achar que seja.

domingo, 8 de março de 2009

Isso foi pra mim?

O Ressaca Moral fez um post falando sobre alguns tipos de blogueiros. Acho que esse Doda me conhece, veja só:

Eu, blogólatra
O primeiro post é uma justificativa que mal disfarça a auto-importância que o blogueiro acha possuir como uma estrela das relações sociais, geralmente começa com “ok, ok, após insistência dos amigos e muito relutar, decidi fazer esse negócio de blog, ainda não sei mexer direito nisso aqui, mas com o tempo eu aprendo, eheheheheh”. Achando que seu blog será um sucesso, o blogólatra decepciona-se ao perceber depois que é só mais um perdido no meio de uma multidão de outros sítios não muito diferentes do seu.


Imagino se não será o meu destino muito em breve.