oie, gente. Tudo mais ou menos? Já ia esquecendo deste blog, risos. Mas não se preocupem, já tenho uns três textos prontos.
(Como se tivesse alguém lendo >_<) Continuando a série e aproveitando as férias, desta vez vou falar de mais uma coisa que realmente me incomoda: a viagem em si. Seja de avião, carro, trem ou barco, não sei como tem gente que gosta disso. "Por que você não gosta de avião, Lucas? É tão lekawl!". Sim, concordo que a viagem de avião tem lá seus charmes, mas repito que já disse antes: se eu fosse falar disso não seria um blog meu. Se lá no início você chegar ao aeroporto e vir uma fila quilométrica, pode ter certeza que vai dar merda. Você pode ser um cliente Smiles-diamante-mega-vip-plus e não pegar fila alguma, mas se for seu caso, ou é empresário que viaja demais ou um milionário aleatório. Porra, desviei do assunto. Então, uma fila imensa não pode ser bom sinal. Nunca. Até tentei pensar em uma exceção inesperada e engraçada, mas nada apareceu. Ainda mais em aeroportos do bom e velho Brasil. Um bando de criança mimada chorando, aqueles atendentes levando meia hora por pessoa e algum babaca atrás de você metendo o carrinho de malas no seu tornozelo. Estressante? Que nada. Assim que se chega ao balcão, você deve apresentar alguns documentos básicos: identidade, cpf, carteira de motorista, carteira de vacinação, passaporte, e-mail, carteira de estudante (se tiver), carteira de sócio de clube e certidão de nascimento. Isso pra voos dentro do Brasil, claro! (viu só, já me adequei à nova regra gramatical! Palmas! =D) Após toda a verificação, hora de despachar a mala. E lá vem reclamação de peso, dimensões da mala, cor brega e mais um monte de merda.
Despachou? Great! A essa altura provavelmente você está atrasado uns quinze minutos, o avião está quase saindo e o salão de embarque fica no outro lado do aeroporto. Passe a bagagem de mão pelo raio-x, tire tesoura de unha, faca pra cortar frutas, pinça, lixa e qualquer coisa que possa furar o pulmão de alguém. Se ainda estiverem chegando, só entrar no avião e comemorar, certo?
Errado.
Geralmente algum besta de primeira viagem achou seu lugar confortável e se instalou lá, ignorando completamente a reserva feita. Mais uns minutos de discussão, bagagem de mão no compartimento, mensagens tranquilizadoras ("se o avião cair no mar", "em caso de incêncio", "despressurização da cabine"...) e decolagem!
Feche os olhos. Se não ouvir um "bum", gente gritando, fogo e desespero, vocês decolaram bem. Agora vem a dor. Meus ouvidos são extremamente sensíveis por causa de uma otite quando criança, e qualquer variação de pressão causa desconforto. Sinto dor até em elevadores, imagina subindo a 150 km/h! Haja chiclete pra mascar.
A não ser que você viaje de primeira classe, onde será tratado como um rei, após um tempo receberá um "almoço" servido pelas aeromoças. Cacete, não sei como um sanduíche vegetariano frio pode ser considerado algo comestível.
Tente fechar os olhos e dormir, para que uma mágica aconteça: instantaneamente umas cinco ou seis crianças começarão a chorar em coro. Sério, parece sacanagem. Só porque o avião deve ser um ambiente silencioso, esses mini-terroristas enchem o saco chorando por 40, 50, 60 minutos seguidos. Deviam encher aquelas máscaras de oxigênio com clorofórmio em altas doses e meter no nariz desses chatos, pra ver se param de encher o saco.
Hora do pouso. Geralmente torço para que o piloto faça uma cagada e colida com outro avião ou caia com tudo para matar a todos e encerrar minha vida miserável, mas os malditos nunca erraram uma até hoje. Só de raiva, baixei Flight Simulator X e fiquei jogando Boeings repetidamente contra cidades.
A viagem de carro pode ser resumida rapidamente: estradas públicas brasileiras. Precisa dizer mais? Acho que sim. Acompanhem: galão de petróleo a 140 dólares, gasolina a 2,30. Galão a 40 dólares, gasolina a 3,20. Perfeitamente racional e compreensível! Além disso, cada pedágio te arranca uns 7 reais por parada. Pra que caralhos tanto pedágio se no fim as ruas vão continuar fudidas do mesmo jeito? Desculpe se ofendi alguém, mas só dá pra dizer assim. Nem leia o que vem a partir de agora. Bando de político de merda, fica roubando tudo na cara de pau e o povo só tomando no cu. E pior, aquele bando de bosta elege os mesmos filhos da puta várias vezes.
Bem, a política fica pra outra série de posts. Ah, vai sair palavrão.
Voltando aos carros: boa sorte para não cair num buraco de uns cinco metros de diâmetro, porque tem mais buraco que pista por aí, e isso quando tem asfalto. Sem contar algo que realmente me deixa sem saber como reagir: a galera que dirige bêbada. O infeliz filho da fruta fica bêbado sabendo que vai viajar de carro! Aí o babaca causa um acidente, mata três e só fica uns meses na cadeia. Gente, sempre lembrem seus pais (ou motoristas, ou seja quem for guitar o carro) de manter uma distância segura dos outros carros, sempre fazer uma revisão geral antes de pegar no volante e, principalmente, de ter alguma noção de vida.
Viagem de barco e de trem... bem, como não são tão populares, não direi muita coisa, até porque nunca viajei grandes distâncias por esses meios. Só uns passeios de barco, mas nada muito longo.
Deu pra ver que isso não teve tanto a ver com praia, mas entendam "praia" como viagens em geral. A idéia original era só falar de litorais, mas as férias são muito mais abrangentes.
Próximo texto ainda esta semana, espero que alguém leia isto aqui. _o/
Ah, e relógio totalmente tosco. Coloquei isto aqui no ar às 2:20 da manhã do dia 6!
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Por que eu odeio pessoas (I) - Conversas
Nem escondo mais que evito a vida em sociedade é podre, e prefiro evitá-la a qualquer custo por motivos vagamente ilógicos. Porém, sempre tem gente que diz "Ah, Lucas, você é frio", ou "Deixa de ser rude!". Pois bem, espero que possa esclarecer certas coisas.
Uma coisa que sempre tive imensas dificuldades é em iniciar (e manter) conversas, como meus amigos sabem muito bem, tanto que tem gente que me adiciona no msn e nunca conversa. Talvez minha infância solitária tenha fechado a área social de meu cérebro, pois a única pessoa que tinha para conversar era a empregada, e olhe lá. Pais trabalhando fora, falta de contato com amigos fora do colégio e dias e dias dentro do quarto me forçaram a procurar os videogames e livros para passar o tempo. Não que tenha sido uma coisa ruim, especialmente os videogames (onde mais eu aprenderia que cogumelos fazem crescer, ou que engolir seus inimigos te faz absorver os poderes deles), mas não fui uma criança normal que vai brincar no parquinho ou desce pra andar de bicicleta.
Mas chega de lembranças sem graça, falemos sobre o agora. Tem gente que realmente não ajuda a melhorar a situação, esperando que eu aja como um populóide qualquer, sempre cheio de assuntos. Digo mesmo, VOU FICAR EM SILÊNCIO SE NÃO TIVER O QUE FALAR. Acreditem, dá muito trabalho pra conversar, ao menos pra mim.
Se pessoas que não falam nada são chatas, pelo menos as que falam demais são quase piores. Sabe no avião, quando você tenta dormir, ler um livro ou só olhar pela janela, mas tem um chato tentando puxar um assunto qualquer? Você até conversa um pouco mas não quer prosseguir, enquanto o cara fala da mãe, de como a irmã teve um filho, de como o avô morreu em um acidente de avião. Assim, além de ele te deixar com um puta medo da viagem, ainda enche o saco até o ponto que você realmente quer que a aeronave caia, porque assim pelo menos você se livra dele.
Também tem a galera que tenta conversar no meio de uma festona no meio de todo o povo e música acima do nível aceitável. Aí, tem que ficar rouco gritando e surdo ouvindo o cara.
Outro caso notável é quem tenta conversar mas não tem o que dizer, e começam a se repetir indefinidamente. Meu pai, por exemplo. Ele sempre foi fascinado com a simplicidade e engenhosidade dos balões de trânsito (ou rotatórias). Até aí tudo bem, ele mostra como quem entra ajuda que está parado, quem passa dá chance a outro, e assim vai. Mas tente ouvir isso sete vezes. Sim, ele me contou a mesma coisa, exatamente com as mesmas palavras, nada menos que sete vezes. Mesma coisa sobre gestão de hotéis, falando sobre atendimento ao cliente em certas situações. Um porre. Resumindo, quem se repete muito me deixa profundamente irritado, porque já nem converso tanto e ainda tenho que ouvir essas coisas. Também, infância solitária, dificuldade em iniciar conversas... já mencionei que odeio pessoas?
Claro que tento melhorar, já tenho orkut (60 amigos, yahoooo!), msn (só converso com umas 10 pessoas, mas já é algo) e até - veja só - um blog!
Próximas partes em breve.
Uma coisa que sempre tive imensas dificuldades é em iniciar (e manter) conversas, como meus amigos sabem muito bem, tanto que tem gente que me adiciona no msn e nunca conversa. Talvez minha infância solitária tenha fechado a área social de meu cérebro, pois a única pessoa que tinha para conversar era a empregada, e olhe lá. Pais trabalhando fora, falta de contato com amigos fora do colégio e dias e dias dentro do quarto me forçaram a procurar os videogames e livros para passar o tempo. Não que tenha sido uma coisa ruim, especialmente os videogames (onde mais eu aprenderia que cogumelos fazem crescer, ou que engolir seus inimigos te faz absorver os poderes deles), mas não fui uma criança normal que vai brincar no parquinho ou desce pra andar de bicicleta.
Mas chega de lembranças sem graça, falemos sobre o agora. Tem gente que realmente não ajuda a melhorar a situação, esperando que eu aja como um populóide qualquer, sempre cheio de assuntos. Digo mesmo, VOU FICAR EM SILÊNCIO SE NÃO TIVER O QUE FALAR. Acreditem, dá muito trabalho pra conversar, ao menos pra mim.
Se pessoas que não falam nada são chatas, pelo menos as que falam demais são quase piores. Sabe no avião, quando você tenta dormir, ler um livro ou só olhar pela janela, mas tem um chato tentando puxar um assunto qualquer? Você até conversa um pouco mas não quer prosseguir, enquanto o cara fala da mãe, de como a irmã teve um filho, de como o avô morreu em um acidente de avião. Assim, além de ele te deixar com um puta medo da viagem, ainda enche o saco até o ponto que você realmente quer que a aeronave caia, porque assim pelo menos você se livra dele.
Também tem a galera que tenta conversar no meio de uma festona no meio de todo o povo e música acima do nível aceitável. Aí, tem que ficar rouco gritando e surdo ouvindo o cara.
Outro caso notável é quem tenta conversar mas não tem o que dizer, e começam a se repetir indefinidamente. Meu pai, por exemplo. Ele sempre foi fascinado com a simplicidade e engenhosidade dos balões de trânsito (ou rotatórias). Até aí tudo bem, ele mostra como quem entra ajuda que está parado, quem passa dá chance a outro, e assim vai. Mas tente ouvir isso sete vezes. Sim, ele me contou a mesma coisa, exatamente com as mesmas palavras, nada menos que sete vezes. Mesma coisa sobre gestão de hotéis, falando sobre atendimento ao cliente em certas situações. Um porre. Resumindo, quem se repete muito me deixa profundamente irritado, porque já nem converso tanto e ainda tenho que ouvir essas coisas. Também, infância solitária, dificuldade em iniciar conversas... já mencionei que odeio pessoas?
Claro que tento melhorar, já tenho orkut (60 amigos, yahoooo!), msn (só converso com umas 10 pessoas, mas já é algo) e até - veja só - um blog!
Próximas partes em breve.
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